Literatura

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A literatura em Contagem, como em muitas cidades do Brasil, ganhou as ruas com os primeiros jornais, que passaram a publicar as poesias, as crônicas e os romances de nossos literatos. O primeiro jornal de Contagem foi “O Movimento”, que surgiu em 12 de outubro de 1915 e foi publicado até o dia 9 de dezembro de 1917. Ao todo foram 109 números, todos eles estão disponíveis na Biblioteca Nacional. O seu diretor, foi o padre Joaquim Martins, vigário da Paróquia de São Gonçalo. O fim do jornal, ocorreu não por falta de capacidade do seu diretor ou falta de assinantes. Não foi avante devido à falta de papel que ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). 

O vazio deixado pelo fim do jornal “O Movimento”, foi ocupado pelo “O Jornal”, de Assis Chateaubrind, que a pedido de Antônio Benjamim Camargos, enviou um correspondente do jornal para Contagem, Antônio Acylino Filho. O historiador Geraldo Fonseca, deixa um vazio de informação em relação à história de “O Jornal”. Nesse sentido, não sabemos até quando o jornal circulou em nossa cidade. 

Em 1954, a Câmara Municipal cria pela Lei no 160, o jornal “O Movimento”, ou seja, usaram o mesmo nome do primeiro jornal do município. O jornal teve vida breve e encerra junto com o mandato dos seus fundadores, em 1955. Em 1968, o cineasta documentarista Zoltan Glueck, lança em Contagem o “Jornal da Indústria”, que circulou por dez anos ininterruptos. Sua vida, como a maioria dos jornais desse tempo não foi fácil, recorria para sua publicação à gráficas fora do município por questões financeiras. Entretanto, até a presente data, foi o jornal de maior circulação no município. 

Em 1972, nasce o “Jornal de Contagem”, uma iniciativa de Waldemar Diniz, Domingos José da Silva Diniz, Geraldo Magela Rocha e José Henrique Diniz. Por falta de apoio financeiro, em especial de propaganda paga, o jornal não conseguiu sobreviver por muito tempo. Hoje temos vários jornais em Contagem, como o “Diário de Contagem online”, “O Fato”, “O Tempo Contagem”, Tribuna de Contagem”, “Jornal Contagem”, “Folha de Contagem”, “Notícias de Contagem, “Regional”, “Cidade”, “Perfil”, entre outros, que continuam abrindo espaço para escritores locais. 

Na literatura, podemos destacar Nair Mendes Moreira, que fixou residência em Contagem em 1946. Nasceu em 1914, em Pará de Minas. Entre as suas publicações podemos citar a letra do hino “Exaltação a Contagem”, oficializado pela Lei no 750, de 1o de dezembro de 1966. Temos ainda “Força e Destino”  1947-1948), “Ler em Poucas Lições” (1950), “História e Lições” (1968-1972), entre outras. Hoje podemos constatar que existem mais de 90 publicações de escritores residentes em Contagem.


Desafios:
• Implementar a legislação do Sistema Municipal de Livro, Leitura e Biblioteca – SMLLB.
• Criar salas de leitura nos espaços públicos.
• Estimular projetos voltados para a difusão da Literatura com apoio da iniciativa privada.
• Criar concurso de Literatura de Contagem.
• Incentivar a utilização de livros de autores locais nas escolas de Contagem.
• Criar e incentivar o “corredor cultural e literário” de livrarias na cidade.
• Criar o Suplemento Literário Municipal.
• Incentivar e fomentar a Feira de Livros anual na cidade.
• Editar revista literária anual.
• Alcançar a média de 4 (quatro) livros lidos fora do aprendizado formal por ano para cada contagense.
• Criar mecanismo para divulgar o trabalho dos escritores em parcerias com editoras e livrarias.
• Divulgar os trabalhos de Literatura dentro das escolas municipais e estaduais, com as obras dos artistas locais contemplados no FMIC.

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