Artes Plásticas

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As artes plásticas sempre tiveram lugar de destaque em Contagem. No histórico da formação do organismo cultural de Contagem, tiveram importância pioneira entre todas as modalidades. Em 1994, quando foi constituída a primeira equipe técnica da Superintendência de Cultura, já havia um movimento positivo deste setor entre a comunidade artística (liderado por Elias Ávila), a Casa da Cultura tinha uma galeria ativa, inclusive com seleção pública de exposições, graças à mobilização dos artistas locais. Uma pesquisa superficial pelos anos de 1995, 1996, 1997 e 1998 vai mostrar ocupação regular e qualitativa da Galeria da Casa da Cultura Nair Mendes Moreira com jovens artistas do estado de Minas Gerais, mas vale citar mostras de artistas consagrados - como a exposição Alunos de Guignard, com curadoria de Mari’Stella Tristão, em Abril de 1997. Entre 1994 e 1998 também teve destaque ao curso de iniciação às artes ministrado pelo Prof. Acácio Videira, na Casa da Cultura. Atividades de formação em artes visuais sempre mereceram atenção pela Central de Cursos da Fundac. 

Com a inauguração, em 1998, do Centro Cultural Prefeito Francisco Firmo de Mattos Filho, o campo se ampliou. Embora não estivesse prevista a locação de galeria de arte no novo Centro Cultural, já na sua inauguração, uma grande exposição de artistas locais tomou a casa amarela, sendo o destaque das atividades, 
e outra exposição histórica mostrando o processo de restauração ocupou parte da casa amarela e da casa rosa. 

Estava confirmado que as artes plásticas mereciam mais espaço para seu desenvolvimento e aí estava a base para um projeto ambicioso que veio a se constituir a partir de agosto de 1999. A ideia era ocupar espaços alternativos e de grande fluxo de pessoas como espaços expositivos. Começaram a ser organizadas exposições regularmente no mal do Big Shopping, hall da Câmara Municipal, hall da Prefeitura, Casa da Cultura e Centro Cultural. Estava constituído o Projeto 6x1, que foi elaborado a partir de discussões entre a equipe de artes visuais da Superintendência de Cultura (Fernando Perdigão e Joaquim Montiel) e os professores de arte que se reuniam semanalmente no Centro Cultural, em horário de formação pedagógica cedido pela Seduc. Havia demanda suficiente para esta ocupação, uma vez que o projeto atendia aos artistas de Contagem, mas continuava dando grande espaço aos artistas de fora, especialmente da grande BH.
A partir de 2001, o projeto de exposições recebeu o nome de Projeto Tudoaver, denominação mantida até hoje, assim como a ideia de levar arte para espaços não convencionais. Há que se registrar a importância do Big Shopping para o sucesso e manutenção do projeto desde sua implantação. A parceria se estabeleceu na medida em que o shopping oferecia espaço para as exposições e custeio do material geral de divulgação. Em contrapartida, a seleção, coordenação e montagem das mostras sempre esteve a cargo do órgão de cultura do município.


Neste mesmo ano, inaugurou-se o Espaço Cultural Jayme de Andrade Peckonic, a galeria do CICI, Praça da Cemig, que passou integrar o Projeto, ao passo que a galeria da Câmara Municipal foi desativada. Os anos de 2002, 2003 e 2004 consolidaram a atividade da Galeria do CICI e deram continuidade ao Projeto Tudoaver no Big Shopping e no Centro Cultural, ao passo que a Casa da Cultura deixou de ser espaço regular de exposições. De 2005 a 2012, o projeto prosseguiu suas atividades, com exposições regulares no Centro Cultural e no Big Shopping, e não regulares na Galeria da Prefeitura. Em agosto de 2011, ocasião do Centenário de Contagem, foi organizada uma grande exposição e um livro catálogo com a obra de 100 artistas, selecionados entre os mais de 600 que já tinham passado pelo Projeto Tudoaver. No final de 2012, vale ressaltar o Projeto Música para Ver, em que artistas plásticos desenharam ao vivo em shows musicais. O governo atual manteve o projeto Tudoaver e a parceria com o Big Shopping. Ampliou sua ação implementando os Ateliês Vivos, com produção dos eventos Meu Bloco na Rua 2013 e 2014, os Eventos do Planejamento Participativo e o Pintando na Copa.

Desafios:
•    Manter as atividades do Projeto Tudoaver.
•    Ampliar/ adequar o Projeto Revelando Contagem com exposição das imagens classificadas em suportes publicitários de rua    
•    Dar continuidade ao Ateliê Vivo.
•    Adquirir obras para o acervo do Futuro Centro de Memória do Trabalhador.
•    Pesquisar, editar e publicar o catálogo das Artes Visuais.
•    Implementar o Projeto Coletivo da Arte, divulgando imagens dos trabalhos de artistas plásticos nos ônibus.
•    Instituir o Salão de Arte de Contagem.
•    Criar mecanismos de divulgação e difusão das artes plásticas nas Regionais.
•    Implementar iniciativas que visem a formação cultural de jovens, especialmente na área do grafite.
•    Promover cursos, oficinas e outras atividades de formação nas diversas modalidades de artes visuais, em caráter de iniciação e avançado.

Cursos

Espaços Culturais